Meu post de hoje é sobre a peça mais comentada e procurada do momento.
In On It está em cartaz até dia 26 de julho no Oi Futuro e em agosto e setembro segue para o Planetário da Gávea. A peça inicialmente iria até dia 28 de junho, mas mediante a enorme procura e sucesso, foi prorrogada por 3 semanas. E a venda se seguiu da seguinte forma: toda terça-feira, a partir das 11 da manhã, a bilheteria disponibilizaria os ingressos pro final de semana seguinte.
Desde maio eu vinha lendo sobre essa peça.. a Veja deu 4 estrelas, o Globo recomendava, o RioShow fez uma matéria só pra ela. Mas admito que foi a indicação de um professor meu, cujo bom gosto é inegável, que me impeliu a seguir adiante e comprar os ingressos.
A peripécia teve início numa terça-feira ensolarada. Às 10 e 15 eu me fazia presente na porta do Oi Futuro, na Rua 2 de Dezembro. Havia, na minha frente, 5 pessoas. Alguns minutos depois, havia mais de 20 pessoas atrás de mim (...) Sim, caro leitor, havia FILA! A última vez que eu me recordo de ter enfrentado uma fila para algo tão cobiçado foi na campanha dos Bichinhos da Parmalat (http://images.quebarato.com.br/photos/big/F/2/741F2_2.jpg - a qual orgulhosamente completei com êxito, graças ao empenho familiar em consumir os produtos da marca e à dedicação materna em ficar nas filas e desembolsar 8 reais, além dos 20 códigos de barra, por um bichinho).
Abstraindo o fato de eu estar em pé em uma fila, me sentindo altamente entediada e jogando Sudoku no meu celular - causador mor do tédio - achei fascinante o fato de haver filas para algo envolvendo cultura. Talvez tenha sido o preço do ingresso (R$15 a inteira), talvez tenha sido a alta expectativa que todos colocavam.
Eis aqui meu erro: o excesso de expectativa que transferi à peça. Não que ela seja ruim, ela não é, mas cheguei no dia comprado tão excitada, tão ansiosa, esperando algo tão grandioso... que o resultado final me decepcionou um pouco.
A montagem é feita com apenas 2 atores, 2 cadeiras e 1 casaco. O tema central fala de "fins". Relacionamentos que terminam, vidas que terminam, sonhos que terminam. Os atores, Fernando Eiras e Emilio de Mello, exercem seus papéis com maestria, mas eu senti falta de um pouco mais de emoção no contexto geral. Ao ser recomendada esta peça, me disseram que eu despejaria muitas lágrimas, ficaria comovida, me familiarizaria com muitos momentos.
Mas nada disso aconteceu. A única peça que chorei até hoje foi em "A Soma de Nós Dois", que em algum momento vou escrever sobre.
Mas pelo sim, pelo não, In On It é agradável, é diferente, entretém. E os efeitos especiais causam um pequeno sorriso no rosto de satisfação.
E como eu sou adepta de frases marcantes, eis uma do espetáculo: "Algumas coisas terminam, outras simplesmente param".
Informações no blog amigo inonit.wordpress.com

Putz mó vontade de conferir de perto :)
ResponderExcluir