Seguindo a ordem regressiva, vou tecer meus comentários sobre "Parem de falar mal da rotina". Essa é uma peça que já rodou o Brasil inteiro, e fechando a temporada carioca (dia 2 de agosto próximo) vai voltar a rodar.
Pra ser sincera, o título, o teatro (público), tudo envolvendo essa montagem não me atraiu de início, ainda que eu valorize muito todos os monólogos existentes. Teatro no centro do Rio à noite... hmmm, hmmm... enfrentei meus medos e segui em frente, sem jóias e penduricalhos, mediante recomendação materna.
Admito que me surpreendi de uma forma geral. O teatro é arr
umadinho e acomoda (razoavelmente) bem 400 pessoas. Comprei os ingressos com antecedência de 3 semanas (e só consegui fila I), novamente para uma sexta-feira (infelizmente nenhuma rádio quis me agraciar com esse prêmio dessa vez), o dia mais barato.
umadinho e acomoda (razoavelmente) bem 400 pessoas. Comprei os ingressos com antecedência de 3 semanas (e só consegui fila I), novamente para uma sexta-feira (infelizmente nenhuma rádio quis me agraciar com esse prêmio dessa vez), o dia mais barato.O início da peça me deixou com algumas interrogações na cabeça (SPOILER: ela realmente precisa começar sem roupa??) e as primeiras falas da Elisa Lucinda pareciam mais como uma mistura de Zorra Total com Comédia em Pé. Mas era muito cedo para julgamentos precipitados. O texto, por fim, se encontra com a atriz.
Claro que há piadas lugar comum (como aquelas envolvendo a "ditadura" da chapinha e do celular) que inevitavelmente cedem lugar a gargalhadas não muito espontâneas (sabe aquele momento que tudo parece engraçado e então qualquer coisa que façam também parece engraçado? E você ri por.. inércia?) Mas há também tiradas sensacionais, poesias fantásticas bem colocadas, piadas com a platéia (o que de certa forma é um perigo, porque nunca se sabe o estado de espírito que a pessoa envolvida na brincadeira está - e isso foi exatamente o que aconteceu no dia que fui - vergonha alheia absoluta) e histórias com as quais você facilmente se identifica.
Meu único porém em relação a esta peça, que inclusive já explanei a vários interlocutores que me emprestaram seus ouvidos, é o texto ser muito condensado, denso (facilmente poderia ser dividido em dois espetáculos). Cheguei eufórica em casa querendo compartilhar bons momentos da peça com a minha mãe.. mas fui acometida pela amnésia teatral. Procurei lá no fundo e não me lembrava de nada. Como assim? Eu havia rido por horas e havia subitamente me esquecido de todas as piadas.
Demorei dias pra resgatar algumas memórias, mas aí então, não tinha mais graça contar...
Só não digo que é a melhor peça do ano porque Gloriosa pra mim foi imbatível.
E Avenida Q se encontra em empate técnico.

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